1/4 de século!

Sexta a noite e eu aqui postando num blog que aparentemente só posto quando quero desabafar. Os posts que jogo aqui são praticamente gritos em cavernas. Poucos leem e os que chegam a ler “escutam” minhas palavras como alguém que escuta um eco e só. Mas mesmo assim me sinto ouvido por aqui.

Este ano será um marco para minha vida. Disso eu não tenho dúvidas. Mas me assusta não saber exatamente o quão impactante serão os próximos acontecimentos que me esperam. Em junho completo 25 aninhos de idade. O corpo já não é mais o mesmo. Tô claramente mais velho. Tá mais difícil ainda conseguir aquele corpo que nunca cheguei perto de ter. Metabolismo tá lento e as células tão morrendo. Um quarto de século já pesa nas costas de qualquer um, né? Imagina nas minhas.

E como não podia faltar, 2010 começou com uma amostra de vários homens (mais velhos que eu) sarados, bonitos e gostosos trancafiados numa casa a.k.a BBB10. Isso me incomoda profundamente. Mas fazer o quê, né? Tenho é que fechar a boca e malhar a fim de tentar ser aceitavelmente visível para alguém nesta sociedade que cultua o corpo e a beleza a qual faço parte e não me excluo.

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No caminho …

Duck_WayTempinho que não escrevo nada por aqui. Não sei se isso é algo bom ou ruim, visto que só procuro colocar pra fora coisas com as quais não tenho alguém para conversar. Com base neste fundamento acredito que escrever aqui ainda tenha mais vantagens do que não fazê-lo.

Esta semana eu tenho sentido tudo com mais intensidade. Meus medos, saudades, meus sonhos. Não sei exatamente o que desencadeou esta avalanche de sentimentalismo, mas algo o fez. Fica difícil pra eu passar tudo para o papel e trancrever para cá. Não sou bom com as palavras como muitos do meus conhecidos blogueiros são. Isso não dá muito crédito a quem quer se formar em Publiciade, né?

Então … Quando estou a caminho do trabalho meus pensamentos me acompanham e ultimamente eles têm gritado. Sinto muita falta das minhas saídas noturnas. Não exatamente das saídas, porque ainda posso sair quando eu puder. Tem algo que não volta mais. Aquela época, aquele lugar, aquele mesmo grupo de pessoas e os planos que eu tinha naquele período. Talvez eu não devesse me prender ao passado. Acredite se quiser, mas tenho sim visto um futuro, ainda que presente, mas tenho planejado coisas a longo prazo. Porém nada me faz parar de recordar momentos bons que passei. Vendo por esse lado me sinto bem. Tenho tentado não pensar no que perdi, mas no que ganhei e vivi.

“Saudade é o grito sufocado da lembrança de um passado que jamais irá voltar”

Tirando isso, tudo está igual. Continuo sentindo falta do que nunca tive. Estranho, né?

Agosto

the boy and the tree

Ultimamente tenho pensado sobre perdas. Sempre tenho medos que me seguem e isso é natural do ser humano, mas esses dias penso com mais afinco sobre isso, sobre o que certamente acontecerá, mais cedo ou mais tarde.

Não sou poeta. Não sei lidar com as palavras e muito menos com meus sentimentos. Mal domino minha língua nativa, mas tento lançar aqui coisas que me perturbam a fim de aliviar cargas.

Sou um estúpido mesmo. Sigo errando. Insisto em cometer mesmos eros, fazer as mesmas escolhas. Única coisa que muda mesmo é a situação, mas as consequências sempre são semelhantes. Não estou sendo claro, né? Nem quero ser.

Já escrevi isso umas 465 vezes e volto a digitar: tô colhendo o que plantei e continuo plantando sementes ruins ou, muitas vezez, perdendo a época do plantio e curtindo a estiagem.