1/4 de século!

Sexta a noite e eu aqui postando num blog que aparentemente só posto quando quero desabafar. Os posts que jogo aqui são praticamente gritos em cavernas. Poucos leem e os que chegam a ler “escutam” minhas palavras como alguém que escuta um eco e só. Mas mesmo assim me sinto ouvido por aqui.

Este ano será um marco para minha vida. Disso eu não tenho dúvidas. Mas me assusta não saber exatamente o quão impactante serão os próximos acontecimentos que me esperam. Em junho completo 25 aninhos de idade. O corpo já não é mais o mesmo. Tô claramente mais velho. Tá mais difícil ainda conseguir aquele corpo que nunca cheguei perto de ter. Metabolismo tá lento e as células tão morrendo. Um quarto de século já pesa nas costas de qualquer um, né? Imagina nas minhas.

E como não podia faltar, 2010 começou com uma amostra de vários homens (mais velhos que eu) sarados, bonitos e gostosos trancafiados numa casa a.k.a BBB10. Isso me incomoda profundamente. Mas fazer o quê, né? Tenho é que fechar a boca e malhar a fim de tentar ser aceitavelmente visível para alguém nesta sociedade que cultua o corpo e a beleza a qual faço parte e não me excluo.

Meu horizonte

Esse deveria ser um post de desabafo, mas as palavras sumiram da minha cabeça. Devo arrumar uma maneira de postar a caminho do trabalho ou durante minha série preferida de TV!

Tenho acompanhado Six Feet Under e estou adorando o drama que os personagens enfrentam. Dentre as séries que gosto já me identifico com 3 personagens e até arrisco afirmar que minha personalidade é algo próximo da junção dos 3. São eles: Dun Humphrey (Gossip Girl), Seth Cohen (The O.C.) e David Fisher (Six Feet Under). Assustador, não é?!

Hoje um “amigo” deveria estar aqui. Na verdade ele deveria estar comigo neste exato momento. Para quê?! O de sempre. Apenas companhia. Mas isso é tão egoista de minha parte. Carecer de companhia?!! Há alguns anos costumávamos ouvir fitas K7 e CDs por longas tardes. Era tudo que fazíamos e era muito bom. Não sei onde o prazer da companhia se perdeu. Única coisa que é concreta disso tudo é que as coisas mudaram.

Mudança. Palavra que poucos encaram e muitos acreditam ser um alívio. Por um momento também senti alívio, algo que em muitos casos é solução de problemas, uma das muitas certezas desta vida e um dos meus maiores medos. Aos poucos encontro meu destino que parece cada vez mais nítido e próximo. Aos poucos vou perdendo meus companheiros de vista. No fim da caminhado estou certo que a única coisa que conseguirei ver será o horizonte, aquela linha imaginária que representa um destino. Ao meu lado estarão os frutos que plantei, pelos quais morrerei intoxicado, vítima do meu próprio veneno.