Visual Merchandising, We Heart It, Grindr, Tumblr e Scruff

Antes de começar meu raciocínio chato e muitas vezes sem nexo, quero dizer que já escrevi todo o post e apaguei acidentalmente sem o salvar. Tendo dito isto, saibam que será impossível conseguir me expressar exatamente da mesma forma como havia me expressado através de um texto que a única pessoa que teve a oportunidade de lê-lo fui eu mesmo.

Para tentar entender o que quero passar aqui, primeiro você precisa saber ao menos qual é o conceito de Visual Merchandising. Qual a 1ª coisa que vem na sua cabeça? Uma vitrine, né? Mas VM não é só isso. Não é apenas vender e agregar valor ao produto, mas também vender e apresentar o conceito que uma determinada marca ou instituição representa.

Quem nunca entrou numa loja desesperadamente para comprar algo que lhe pareceu atrativo, por mais que você não precisasse daquilo naquele momento, apenas por ter visto numa vitrine ou uma boa apresentação? Ou pior! Quem nunca quis algo que não pode ter? Algo fora do alcance.

Partindo desse princípio é que chegamos as redes sociais como o We Heart It e Tumblr. Grandes “vitrines” que mostram “produtos” de diversas variedades a um público que dificilmente poderá “ser/ter” algo assim. Aquelas pessoas existem mesmo? A gente acaba querendo ser como elas ou querendo elas. Das duas opções eu não sei qual é a mais impossível.

Aí você vai pro smartphone e se depara com apps como o Grindr e Scruff. Mais duas vitrines com um outro objetivo. Encontrar produtos semelhantes. Aí você que não tem nada de bom a apresentável não consegue “vender seu peixe” e mais uma vez sobra no mercado e abre falência.

O que sobra é a vida real, que mais parece um mundo paralelo a este. Onde seus amigos conseguem coisas das quais você ralou e não conseguiu. Onde você escreve posts como se fosse um adolescente de 16 anos e mal sabe usar a língua portuguesa porque é praticamente analfabeto. E você não cansa de ser medíocre?