1/4 de século!

Sexta a noite e eu aqui postando num blog que aparentemente só posto quando quero desabafar. Os posts que jogo aqui são praticamente gritos em cavernas. Poucos leem e os que chegam a ler “escutam” minhas palavras como alguém que escuta um eco e só. Mas mesmo assim me sinto ouvido por aqui.

Este ano será um marco para minha vida. Disso eu não tenho dúvidas. Mas me assusta não saber exatamente o quão impactante serão os próximos acontecimentos que me esperam. Em junho completo 25 aninhos de idade. O corpo já não é mais o mesmo. Tô claramente mais velho. Tá mais difícil ainda conseguir aquele corpo que nunca cheguei perto de ter. Metabolismo tá lento e as células tão morrendo. Um quarto de século já pesa nas costas de qualquer um, né? Imagina nas minhas.

E como não podia faltar, 2010 começou com uma amostra de vários homens (mais velhos que eu) sarados, bonitos e gostosos trancafiados numa casa a.k.a BBB10. Isso me incomoda profundamente. Mas fazer o quê, né? Tenho é que fechar a boca e malhar a fim de tentar ser aceitavelmente visível para alguém nesta sociedade que cultua o corpo e a beleza a qual faço parte e não me excluo.

Adeus 2009!

Mais um ano voou e com ele muita coisa se foi.

2009 no geral foi um ano bom pra mim. Um ano de viradas, de recomeço, mas ao mesmo tempo que conquistei muita coisa boa, muitas outras ficaram a desejar. Não dá pra ser completo, né?

Encerro este ano com um aperto no coração e um vácuo que espera um dia ser preenchido. I still miss you!

No caminho …

Duck_WayTempinho que não escrevo nada por aqui. Não sei se isso é algo bom ou ruim, visto que só procuro colocar pra fora coisas com as quais não tenho alguém para conversar. Com base neste fundamento acredito que escrever aqui ainda tenha mais vantagens do que não fazê-lo.

Esta semana eu tenho sentido tudo com mais intensidade. Meus medos, saudades, meus sonhos. Não sei exatamente o que desencadeou esta avalanche de sentimentalismo, mas algo o fez. Fica difícil pra eu passar tudo para o papel e trancrever para cá. Não sou bom com as palavras como muitos do meus conhecidos blogueiros são. Isso não dá muito crédito a quem quer se formar em Publiciade, né?

Então … Quando estou a caminho do trabalho meus pensamentos me acompanham e ultimamente eles têm gritado. Sinto muita falta das minhas saídas noturnas. Não exatamente das saídas, porque ainda posso sair quando eu puder. Tem algo que não volta mais. Aquela época, aquele lugar, aquele mesmo grupo de pessoas e os planos que eu tinha naquele período. Talvez eu não devesse me prender ao passado. Acredite se quiser, mas tenho sim visto um futuro, ainda que presente, mas tenho planejado coisas a longo prazo. Porém nada me faz parar de recordar momentos bons que passei. Vendo por esse lado me sinto bem. Tenho tentado não pensar no que perdi, mas no que ganhei e vivi.

“Saudade é o grito sufocado da lembrança de um passado que jamais irá voltar”

Tirando isso, tudo está igual. Continuo sentindo falta do que nunca tive. Estranho, né?

Agosto

the boy and the tree

Ultimamente tenho pensado sobre perdas. Sempre tenho medos que me seguem e isso é natural do ser humano, mas esses dias penso com mais afinco sobre isso, sobre o que certamente acontecerá, mais cedo ou mais tarde.

Não sou poeta. Não sei lidar com as palavras e muito menos com meus sentimentos. Mal domino minha língua nativa, mas tento lançar aqui coisas que me perturbam a fim de aliviar cargas.

Sou um estúpido mesmo. Sigo errando. Insisto em cometer mesmos eros, fazer as mesmas escolhas. Única coisa que muda mesmo é a situação, mas as consequências sempre são semelhantes. Não estou sendo claro, né? Nem quero ser.

Já escrevi isso umas 465 vezes e volto a digitar: tô colhendo o que plantei e continuo plantando sementes ruins ou, muitas vezez, perdendo a época do plantio e curtindo a estiagem.

Aceitação …

Acho que nunca chegará o dia em que me aceitarei. Fato!

Preciso aceitar vários aspectos da minha vida. Coisas que por mais que eu queira NÃO mudarão!

Meu horizonte

Esse deveria ser um post de desabafo, mas as palavras sumiram da minha cabeça. Devo arrumar uma maneira de postar a caminho do trabalho ou durante minha série preferida de TV!

Tenho acompanhado Six Feet Under e estou adorando o drama que os personagens enfrentam. Dentre as séries que gosto já me identifico com 3 personagens e até arrisco afirmar que minha personalidade é algo próximo da junção dos 3. São eles: Dun Humphrey (Gossip Girl), Seth Cohen (The O.C.) e David Fisher (Six Feet Under). Assustador, não é?!

Hoje um “amigo” deveria estar aqui. Na verdade ele deveria estar comigo neste exato momento. Para quê?! O de sempre. Apenas companhia. Mas isso é tão egoista de minha parte. Carecer de companhia?!! Há alguns anos costumávamos ouvir fitas K7 e CDs por longas tardes. Era tudo que fazíamos e era muito bom. Não sei onde o prazer da companhia se perdeu. Única coisa que é concreta disso tudo é que as coisas mudaram.

Mudança. Palavra que poucos encaram e muitos acreditam ser um alívio. Por um momento também senti alívio, algo que em muitos casos é solução de problemas, uma das muitas certezas desta vida e um dos meus maiores medos. Aos poucos encontro meu destino que parece cada vez mais nítido e próximo. Aos poucos vou perdendo meus companheiros de vista. No fim da caminhado estou certo que a única coisa que conseguirei ver será o horizonte, aquela linha imaginária que representa um destino. Ao meu lado estarão os frutos que plantei, pelos quais morrerei intoxicado, vítima do meu próprio veneno.

Parabéns?!

Ontem, 10 de junho, foi meu niver. 24 anos completados. Daí foram aqueles scraps no Orkut de contatos que viram o lembrete no profile e quizeram dar uma passadinha, né?! Hoje já se pode até receber “felicitações” através de replies no Twitter, não esquecendo também da famosa SMS.

Mas afinal de contas o que eu tenho para comemorar nesta data? Como vou me alegrar com isso? Agradeço quem disperdiçou seu tempo escrevendo e gastou seus R$0,31 com SMS, mas e eu? O que eu devo comemorar? Não sou o mesmo cara de um ano atrás. Fatalmente devo ser alguém bem pior. Não ocorreram mudanças significativamente positivas nos últimos meses. Estou saindo de uma tempestade forte. Depois da chuva vem sempre a calmaria. E nada acontece em calmarias. Meus últimos 365 dias foram frustrantes e perturbadores. Tenho a certeza de que sou alguém pior profissionalmente, fisicamente, emocionalmente, enfim … Em todos os aspectos.

Com isso eu olho pra trás e vejo quem perdi. Amigos, amores, turmas inteiras. Tenho a ciência de que tudo na vida é passageiro e que devemos aproveitar os momentos bons, mas é unamidade: sou eu o problema!

Então digo a mim mesmo: “Parabéns, Pato! Você merece o que/quem não tem!”

this is me tomorrow!

this is me tomorrow!