Sobre sentimentos adormecidos …

Já tem um tempinho que fechei meu coraçãozinho pro romance. 6 anos, pra ser mais preciso. Assim que isso aconteceu eu cantarolava “Quer Romance” da MC Gi nos 4 cantos da cidade. Não queria mais saber de me apegar, só queria putaria. Mas no meio do processo alguma coisa aconteceu e eu não me sentia mais bem comigo mesmo e muito mais inseguro.

Rapidamente as festas acabaram e eu voltei ao trabalho e as minhas ocupações diárias. Fui aos poucos me afastando de tudo e de todos e não permitia nenhum tipo de aproximação mais “delicada”. Com exceção de um velho amigo que voltou a fazer parte da minha vida nesse período.

Por medo e por falta de coragem de enfrentar certos obstáculos eu me primei de muita coisa e nunca saberei se seriam boas, ruins ou muito boas. Mas agora em meados de 2014 eu me deparo com uma situação que fugiu do meu controle. Volto a me sentir muito bem estando com alguém. Não que eu não me sinta bem estando com amigos, mas é aquele sentimento diferente. Aquele que te faz bem só de olhar pro outro sorrir. Que desperta saudades. Que te faz querer ter notícias dele durante todo o dia. Que te faz querer desejar boa noite toda noite e bom dia todo dia. Um sentimento que não estava previsto por alguém que não estava em meus planos de conhecer.

Até aí tudo bem, né? Finalmente eu estou quebrando esses 6 anos de trégua. Mas não é bem assim. Apesar dele ter 2 ex-namorados, não está mais disposto a se relacionar com garotos, imagina com tios como eu de quase 30 anos, né? Li errado os sinais. Apesar dele ter me convidado várias vezes pra ver cinema com temáticas gay, me apresentando peças com temática gay e me procurando diariamente com uma atenção exagerada. 

Talvez por eu ter dificuldades de demonstrar carinho ou afeto, qualquer atenção possa parecer exagerada pra mim. Mas alguns tipos de tratamentos são bastante ambíguos. E nem quando eu fui o mais objetivo possível a pessoa não “quis ver” do que se tratava essa situação. A sorte é que já abri o jogo e já tive a certeza de que alimentar isso não vai levar a nada, mas como querer alguém como amigo quando você quer mais do que só amizade?

Sendo o idiota que sou é fácil pensar que toda desculpa é menos agressiva que falar que não faço seu tipo. Então é mais suave falar que o problema está nele e não em mim. É mais fácil tratar com psicologia reversa. “Não seria um bom namorado”, “Não faço seu tipo porque você curte caras fortes e sarados.” Cara! Eu nem te pedi em namoro! Para, né! Só disse que estou gostando de ti de maneira diferente. PONTO! O bobo aqui te vê sim de forma diferente e gostaria de te conhecer melhor, mas começo a pensar no quanto isso não seria legal pra mim mais pra frente. Como tudo me afetaria.

O que mais me frusta é ter, no fundo do meu coração, a certeza que ainda vou saber de você. E que no futuro você vai estar bem resolvido e vou ter perdido alguém que poderia ter sido bom, ruim, muito bom, mas poderia. PODERIA e não foi, nem nunca será!

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