” … always the years, always the hours.”

É com este trecho de um dos poemas de Virginia Woolf que intitulo mais um post deste modesto blog.

Acabo de ver pela 21459187ª vez “The Hours” e sempre que vejo este filme penso sobre tudo o que já me aconteceu. Não sou bom com as palavras. Talvez porque tenho um grande defeito: não possuo o hábito da leitura.

Certa vez alguém me disse que isto não era um defeito e sim uma característica e que poderia ser trabalhada. Concordo que possa trabalhar isto, mas de fato é um defeito. Comunicação é fundamental e conseguir demonstrar sentimentos através de palavras é uma arte.

Voltando ao filme … Virginia (personagem de Nicole Kidman) me faz pensar na felicidade. Em como ela não existe. Ela simplesmente acontece e quando acontece você nem se dá conta de que está passando por ela. Depois você descobre que aqueles momentos foram os mais felizes de sua vida. Quando você acahava que estava começando a ser feliz, na verdade a felicidade já havia sido aproveitada, degustada e até ignorada.

Depois percebemos que nos mantemos vivos pelos outros que amamos. Que isto basta por hora, mas que não serve de conforto para o grande vazio que nos consome a cada dia. Isto não nos alimento e permanecemos famintos. Famintos por atenção, por romance, por amores e em busca da perdida felicidade. Realmente a esperança é a última que morre.

Até o próximo post!

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